quinta-feira, 19 de março de 2015

Os Sete Sábios da Grécia



Fonte: https://youtu.be/4pgphwiQ8ps
Não despertemos os leitores
Os leitores são, por natureza, dorminhocos. Gostam de ler dormindo.
Autor que os queira conservar não deve ministrar-lhes o mínimo susto. Apenas as eternas frases feitas.
"A vida é um fardo" - isto, por exemplo, pode-se repetir sempre. E acrescentar impunemente: "disse Bias". Bias não faz mal a ninguém, como aliás os outros seis sábios da Grécia, pois todos os sete, como há vinte séculos já se queixava Plutarco, eram uns verdadeiros chatos. Isto para ele, Plutarco. Mas, para o grego comum da época, deviam ser a delícia e a tábua de salvação das conversas.
Pois não é mesmo tão bom falar e pensar sem esforço? O lugar-comum é a base da sociedade, a sua política, a sua filosofia, a segurança das instituições. Ninguém é levado a sério com ideias originais.
Já não é a primeira vez, por exemplo, que um figurão qualquer declara em entrevista:
"O Brasil não fugirá ao seu destino histórico!"
O êxito da tirada, a julgar pelo destaque que lhe dá a imprensa, é sempre infalível, embora o leitor semidesperto possa desconfiar que isso não quer dizer coisa alguma, pois nada foge mesmo ao seu destino histórico, seja um Império que desaba ou uma barata esmagada.

(QUINTANA, Mário. Prosa & Verso. 6. ed. São Paulo: Globo, 1989, p. 87)

1. Defina, com suas palavras, um leitor dorminhoco.
O leitor dorminhoco é aquele que lê, mas não faz uma reflexão da leitura para saber se o que ele leu está certo ou errado, tem preguiça de raciocinar.O Texto "Não despertemos o leitor", é um texto dissertativo, pois segundo consulta ao livro de Othon Moacir Garcia Comunicação e Prosa Moderna 26 ed.

2. Como você se classificaria: um leitor dorminhoco, um leitor semidesperto ou um leitor atento? Justifique.
O leitor dorminhoco lê, mas não interpreta o que leu.
O leitor semidesperto lê desconfia  que tem algo errado, mas não se importa.
O leitor atento lê e pesquisa para ver se o que leu é verdade.

3. Plutarco poderia se considerar um grego comum? Por quê? 
Não. Porque Plutarco achava que os sete sábios eram chatos.

4. Por que os sete sábios da Grécia deviam ser a tábua de salvação das conversas?

Eles tinham grande prestígio e influência entre os seus contemporâneos, e eram dotados de tamanha sabedoria que alguns de seus ensinamentos foram inscritos nas paredes do templo de Apolo, em Delfos.

5. Uma das técnicas da dissertação consiste na citação de um "argumento de autoridade", ou seja, o testemunho ou a citação de uma pessoa de competência reconhecida sobre determinado assunto. Como Mário Quintana ironiza essa técnica?
 Que conhecimento não faz mal a ninguém, e que o Brasil é historicamente feito por pessoas que são dispersas a leitura e que nada significa para ele.

6. Caetano Veloso, na letra Sampa, afirma o seguinte: "Á mente apavora o que ainda não é mesmo velho". Que trecho do texto apresenta opinião semelhante?
"Autor que os queira conservar não deve ministra-lhes o mínimo susto."

7. Qual a diferença de postura entre o leitor dorminhoco, o leitor semidesperto e o leitor atento em relação à frase: " O Brasil não fugirá ao seu destino histórico"?
O leitor dorminhoco lê, sem prestar atenção e não interpreta o que leu.
O leitor semidesperto lê desconfia  que tem algo errado, mas não tem curiosidade de aprofundar o seu conhecimento, se acomoda;
O leitor atento lê, pesquisa, relacionar os fatos para ver se o que leu é verdade.

Os sete sábios da Grécia
Os sete sábios são: Tales de Mileto, Periandro de Corinto, Pítaco de Mitilene, Bias de Priene, Cleóbulo de Lindos, Sólon de Atenas e Quílon de Esparta.
·  Tales de Mileto foi o primeiro filósofo de que se tem notícia, e considerava a água como origem de todas as coisas.
·   Periandro de Corinto foi o segundo tirano de Corinto; filho do primeiro.
·   Pítaco de Mitilene, foi um estadista e legislador da Grécia Antiga.
·   Bias de Priene, foi filósofo do século VI a.c, e na opinião de muitos, foi um dos sábios mais destacados.
·   Cleóbulo de Lindos escreveu muitos enigmas. A ele se atribui a máxima “A moderação é o melhor”. Ele governou como tirano de Lindos, na lha grega de Rodes, c.600 a.C., sob uma gestão exemplar.
· Sólon de Atenas foi um legislador, jurista e poeta grego antigo, como poeta compôs elegias morais-filosóficas. Elegia é uma poesia triste, melancólica ou complacente, especialmente composta como música para funeral, ou um lamento de morte.
· Quílon de Esparta foi a primeira pessoa que introduziu o costume de unir-se aos reis como seus conselheiros. Diógenes Laércio descreve-o como um escritor de poemas elegíacos, e atribui muitos ditados a ele como: “Não falar mal dos mortos”, “Honrar a idade velha”, “Não rir de uma pessoa em infortúnio”. 
Adaptação: http://aartededucar.blogspot.com.br/2011/09/nao-despertemos-o-leitor.html

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